LIVRE: EXEMPLOS EM ABERTO. LEIA PARA VER DE QUE TRATA O SERVIÇO

      ANÁLISES SEMANAIS


      17-11-1998. Análise da semana de 9 a 15 de Novembro de 1998 do Serviço Analítico-informativo da REDE BASCA VERMELHA

      HB SOCIALIZARÁ O ACORDO DE LIZARRA-GARAZI. Como o fará o MLNB todo e o próximo Governo PNB-EA em Gasteiz. Prisioneiros, deportados e refugiados bascos lançados ao primeiro plano pola torpe acçom dos Estados espanhol e francês.


      Podo escrever os versos mais tristes esta noite
      Pensar que nom a tenho. Sentir que a perdim.
      ...
      ...
      Porque em noites como esta, tivem-na entre os meus braços
      a minha alma nom se contenta com tê-la perdido.
      Esses versos do grande poeta comunista Pablo Neruda (do vigésimo poema da sua obra 20 POEMAS DE AMOR E UMHA CANÇOM DESESPERADA, escrita quando ainda nom tinha cumprido 20 anos) servem perfeitamente para sintetizar duas linhas basilares que vertebram a semana passada em Euskal Herria. De umha parte, esses versos explicam, revelam, exprimem, a profunda ferida, permanentemente aberta, permanentemente aprofundada na formaçom social basca pola ausência das mulheres e os varons olonjados nas cadeias espanholas e francesas, no desterro, na deportaçom, no exílio. Ausência que é umha ferida permanentemente excitada e agredida com as apózemas falsamente curativas das chantagens repetidas que procuram a indignidade da traiçom, da humilhaçom e da rendiçom. Ausência que é umha ferida que atormenta a basca ou o basco ausente e quem tem saudade por eles temendo as vexaçons, as humilhaçons, as violaçons dos seus direitos, as malheiras, as torturas cometidas nos seus corpos polos Estados espanhol e francês. Recomendo repassar os textos em quatro idiomas que relativamente a isto se contenhem na secçom dedicada na nossa web à GUERRA SUJA QUE A ESPANHA FAI A EUSKAL HERRIA

      Está presente SEMPRE mas esta semana passada essa ausência das pessoas amadas tem impregnado cada dia. Bastará para prová-lo repassarmos estes cabeçalhos (cada um de um dia distinto) de EUSKADI INFORMACIÓN: as famílias dos presos querem-nos perto neste Natal. O Congresso nom falou de aproximaçom. O PNB anima o PP a aproximar presos antes do Natal. Gestoras denuncia que os presos som "reféns políticos" dos Estados. HB empraza PNB e EA a aderirem às mobilizaçons polos presos. Declaraçom contra a dispersom. E hoje 16 EUSKADI INFORMACIÓN intitula a sua capa a toda plana dizendo "OS EXILADOS VOLTAM A CASA. Exigem ao Estado francês que reconheça o seu direito a viverem em Euskal Herria". E todo a imprensa recolhe essa notícia: o aparecimento no DIA DO REFUGIADO celebrado em Biskoitze, Iparralde, de umha série de deportados que reptárom o Estado francês ao tornarem ao seu país. E publica-se a clara advertência do seu porta-voz: "NOM É POSSÍVEL A PAZ EM EUSKAL HERRIA se os governos dos Estados espanhol e francês nom reconhecerem os direitos dos presos e dos refugiados e deportados a viverem no seu país".


      HB SOCIALIZARÁ O ACORDO DE LIZARRA-GARAZI. Como o fará o MLNB todo e o próximo Governo PNB-EA em Gasteiz.
      Os versos de Neruda que citei no começo podem exprimir também muito bem a carência, a ausência padecida colectivamente por todo um povo. Nom já a carência do familiar, da pessoa individual amada. Mas a carência, a ausência de algo que se tivo e se perdeu: a liberdade, a soberania, a independência de um povo, de umha naçom. Perdida há mais de quatro séculos, em 1521, polo Estado navarro (que é o nome em espanhol de Euskal Herria). Carência e ausência que som o motor de toda a nova fase política aberta pola Declaraçom de Lizarra-Garazi e polo cessar-fogo da Organizaçom Socialista Revolucionária Basca de Libertaçom Nacional EUSKADI TA ASKATASUNA (E.T.A.)

      Motor também de que ontem Domingo 15 EUSKADI INFORMACIÓN e DEIA informassem com amplitude do DOCUMENTO DE ACÇOM POLÍTICA DE HB, proposto pola Mesa Nacional e que será debatido nas assembleias de cada aldeia, vila ou cidade e numha Assembleia Nacional no próximo dia 28 para a sua aprovaçom definitiva.

      Documento cujas linhas fulcrais som a socializaçom do Acordo de Lizarra-Garazi, até atingir que se enraíze na mente das massas (e dessarte se torne em força material irresistível), a criaçom da Assembleia Nacional de Municípios de Euskal Herria e o desenvolvimento local do Acordo Nacional. O documento formula também a mantutençom das siglas de Euskal herritarrok para as próximas eleiçons locais, a Juntas Gerais de Araba, Bizkaia e Gipuzkoa e autonómicas forais de Nafarroa. E o compromisso de apoiar "com todas as conseqüências" nas instituiçons bascas Governos PNB-EA.


      OLHO com os Estados espanhol e francês!
      Contrasta com a agilidade e flexibilidade da Esquerda Abertzale a cerraçom dos Estados opressores. Com acerto o previa o último comunicado de ETA, datado em 1 deste mês, ao dizer:

      "falemos um bocado da atitude que mantenhem os responsáveis (os "irresponsáveis" haveria que dizer) dos dous Estados que nos oprimem. Tenhem passado de olhar o dedo que assinala a lua a fazerem como o cam que afoga no rio tentando apanhar o reflexo de aquela. Em mês e meio, a sociedade basca tivo que ouvir muitas cousas que poderíamos tomar como extravagáncias. Mas os manuais aconselham nom rirmos do maluco ou parvo que vai armado. E os inimigos de Euskal Herria tenhem armas perigosas em suas maos, como nos tenhem demonstrado sobejamente nos últimos séculos. E continuam nisso, sem renunciarem nunca à soluçom repressiva, maquinando e tentando ferozmente obstaculizar esta nova era mediante umha grande pancada repressiva a Euskadi Ta Askatasuna. Oferecendo como única saída a semente do sofrimento que semeiam ano após ano, mês após mês, dia após dia, hora após hora e minuto após minuto."

      Sem ser agoireiro, sendo simplesmente realista; nom há que deixar de prever que tal atitude obrigue ETA a anunciar que anula o cessar-fogo e reanuda as hostilidades.

      Persistir na sua atitude seria umha INSENSATA LOUCURA dos Estados espanhol e francês. Mas também tem sido INSENSATA LOUCURA do Capital Monopolista Internacionalizado ter usado o seu braço armado (os Estados Unidos de Norte-América) para sabotar a Cimeira de Buenos Aires.

      Para continuar caminhando para o desastre ecológico mundial.

      Para que cada dia seja mais certo que COMUNISMO OU CAOS.

      Justo de la Cueva


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